quarta-feira, janeiro 27, 2016


És um dos deuses mais lindos...

''Ele me mudou tanto. Não consigo entender exatamente onde as mudanças começaram. Mas foram muitas. E acho que foi devagar. Se fosse rápido eu teria sentido. E talvez tivesse pisado forte no freio. Ninguém gosta de mudança, já que toda mudança implica uma perda. Quando a gente muda acaba saindo da zona de conforto. E a zona de conforto é, como o próprio nome diz, confortável, segura, boa.

Ele me deixou mais forte. A gente nunca percebe a força que tem até acontecer algo. E quando esse algo acontece, plim, surge aquela força absurda. E a gente se surpreende com as reações, pensamentos, sensações.

Ele me levou algumas pessoas. Poxa, eu lamento dizer isso, mas ninguém é eterno. E sabe aquele seu amigo muito amigo? Ele vai te deixar chateado. E sabe aquela pessoa incrível que você contava? Ela vai te decepcionar. E sabe aquela colega que almoçava todas as quartas junto com você? Ela vai passar a almoçar com outra pessoa depois que uma de vocês mudar de emprego. A vida é assim: traz algumas pessoas e afasta outras.

Ele me mostrou o que é um sentimento. É que nem sempre a gente sabe. Às vezes é necessário um empurrãozinho. Um beliscão. Uma queda ou um peteleco na orelha. A coisa está ali, ao seu lado, e nem sempre os seus olhos estão bem abertos para enxergar.
Ele me ensinou que os dias nem sempre são ensolarados. E que a chuva tem a sua beleza. O cinza também. E que nada é eterno. E que ninguém ganha sempre. E que esse é o grande barato de tudo. Essa inconstância, essa incerteza, essa interrogação.

Ele me fez ver que a beleza vai além de um salto alto, uma sombra preta, uma chapinha e unhas bem feitas. E que dinheiro não compra caráter. E que educação não está em nenhuma prateleira do supermercado.

Ele me fez acreditar que tudo passa. Que nenhuma dor é para sempre. Que nenhuma alegria dura 365 dias. Que a gente vive numa gangorra. E que o ditado “um dia é da caça, o outro do caçador” é a coisa mais verdadeira que existe.

Ele me deixou enciumada. É que todo mundo sabe quem ele é. Todo mundo já sentiu os efeitos que ele traz. Todo mundo já provou o seu sabor. E já se jogou em seus braços.

Ele, o tempo.''
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terça-feira, setembro 16, 2014


“Justo a mim me coube ser eu” (Mafalda).

''Gostaria muito de entender quem não se importa e somente vive sem se preocupar com o resto. O resto é a gente mesmo, as nossas muitas formas de ser. Porque você não tem apenas uma maneira, pode ter uma essência, mas todos os dias se descobre novo. Nem sempre limpo, mas novo. Sou um poço de questionamentos, não aquieto nem dou trégua. Eu sei que sempre vai faltar, para uma pessoa que nem eu, alguma coisa sempre vai faltar. Nem sempre vou saber o que é, mas sei que vai, sempre vai e eu entendo e me rendo e digo que tudo bem, vou aceitar. Só queria, pelo menos hoje, achar que tudo está completo e que nada precisa ser respondido ou perguntado. Queria ser como os outros, pelo menos por uma meia hora. É que ser eu todo dia cansa e confunde, talvez a solução seja chamar o Roberto Justos, quem sabe assim ele me demite? O problema é que, mesmo demitida, ainda serei eu. É por isso que eu disse: muitas encarnações serão necessárias para que eu finalmente entenda. Ou que compreenda que não há nada para ser entendido..."

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terça-feira, março 11, 2014


"...as folhas de outono não caem porque querem, mas sim porque é chegada a hora"
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terça-feira, setembro 24, 2013


A fuga, a volta, a espera.

Já fugi de alguns lugares, pessoas e situações, mas nunca consegui fugir de mim. Posso já ter me ausentado, ter dito ei-volta-amanhã, ter trancado a porta, ter esquecido a chave do lado de dentro, ter deixado as luzes apagadas, ter perdido a hora, ter desligado o despertador, ter esquecido de esquecer, ter fingido um sono profundo ou uma preguiça boba, mas nunca soube fazer as malas e ir embora da minha alma. 

Ninguém vai resolver a minha vida, pagar as minhas contas, me colocar no colo e dizer não-te-preocupa-que-vai-passar, me servir um chá com biscoitos, deixar a casa em ordem e a mente equilibrada. Se eu não arregaçar as mangas, der um suspiro fundo e andar para a frente a minha vida vai ficar empacada. Até o fim do mundo.

Não vou negar que por alguns momentos fiquei vendo momentos da minha vida passarem pela janela. E eu ficava ali, observando, atônita, paralisada, sem coragem de agarrar as oportunidades com determinação. Mas uma hora alguma coisa me chacoalhou por dentro, me balançou, me fez abrir os olhos e entender que tudo é passageiro. Hoje eu sou uma e amanhã posso ser outra. A gente vai aprendendo com o tempo, os dias, as marés. E esse aprendizado vira marca, vira tatuagem, vira história de vida.

Nunca quis que me vissem como a pobre garotinha indefesa. Tenho muita força, garra, vontade. Muitas vezes me perco no meio dessa teia de pensamentos, sonhos, anseios. De vez em quando não sei o que fazer pra sossegar o coração, aquietar a alma, tranquilizar a mente, que tanto me desassossega. Então pareço perdida num labirinto interno e secreto, tentando desesperadamente achar a saída mais próxima e me desfazer do que atormenta e aflige. 

Carrego no peito todos os sorrisos e lágrimas que já distribuí. Levo na alma todos que me são fundamentais. Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas e cicatrizes que não se desfazem com o passar do tempo. Sei que um dia tudo vai ficar mais claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia. E torço para que todas as pessoas consigam perceber que não importa o que elas façam ou da onde elas venham, no fundo somos todos iguais. Querendo ou não.
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segunda-feira, setembro 23, 2013


Bagagem Emocional

''Talvez seja essa a grande vilã dos relacionamentos. A bagagem emocional. O resquício, o trauma, as mazelas, as lembranças. Tudo isso gera insegurança e medo do novo. O medo do "de novo". O medo de se entregar, de acreditar, de se dedicar e de se decepcionar. E tudo isso porque alguém uma certa vez teve a infeliz ideia de dizer que é normal errar uma vez, mas prosseguir no erro é indigno. Tolice eu diria. Não existem erros iguais, apenas situações coincidentes. Você  não erra duas vezes igual porque não existem nessa vida duas situações idênticas, e mesmo se existissem, a pessoa que você esta lidando não é a mesma, e sobretudo e o mais importante no caso, é que você não será mais o mesmo. A cada erro um aprendizado. A cada vez que você acredita que será diferente realmente há de ser. Talvez novamente não tenha o final que você procura, mas terá um final que você ainda desconhece, final esse que vai te transformar em uma pessoa mais preparada do que você é hoje, e isso por si só já vale o risco. A bagagem emocional te aprisiona e te faz ser injusto. Faz com que você jogue as decepções de um relacionamento passado na conta de uma pessoa que não tem nada haver com isso. Faz você duvidar da sorte. Faz você afastar uma pessoa boa da sua vida com medo de se decepcionar com ela, ou de causar essa decepção.  É essa bagagem que faz surgir clichês do tipo: “Todo homem não presta” ou “toda mulher é interesseira”. Superficial e tolo como tantas outras conclusões que se ouve por aí. Não é todo homem que não presta, talvez o que não preste sejam os seus critérios de escolha, ou os lugares que você tem procurado esses homens. Já pensou nisso? E nem toda mulher é interesseira, e sim você que faz de tudo pra atrair as que são, mostrando mais o que você tem do que o que você é. Se importando com imagem, marcas, grife e status.  Status nada mais é que comprar coisas que você não gosta, com um dinheiro que você não tem, para mostrar para pessoas que você nem conhece direito, um ser que você não é. Se comportando assim não resta dúvidas quanto ao tipo de pessoas que irão se aproximar de você. O passado não pode fechar portas para o futuro. Ele apenas te direciona sobre quais novas portas abrir. Pensa nas suas decepções passadas e o quanto que você se tornou uma pessoa melhor depois delas. Não valeu a pena? De qual outra forma você poderia alcançar a maturidade que você tem agora? Foi dolorido? Com certeza! Mas ninguém nunca te disse que seria fácil. É também por conta dessa bagagem emocional que surgem as fórmulas prontas. Não ligue no dia seguinte, tente não demonstrar interesse, cuidado com as palavras fortes, demore um pouco pra responder... Fórmulas que deram certo em momentos distintos e com pessoas totalmente diferentes de você. O mundo seria um lugar melhor se as pessoas procurassem ser mais verdadeiras e ficassem menos na defensiva. Menos fórmula pronta, mais cara limpa. Você gosta? Então diga! Está com saudade? Procure! Quer conversar? Liga! Sem medo, sem frescura, sem orgulho, sem receio. E você que esta recebendo tal tratamento, não seja estúpido e trate essa pessoa com a atenção e a verdade que ela merece. Coragem e transparência são itens raros nos dias de hoje, e não faz sentido você que reclama tanto de não poder confiar nas pessoas não saber valorizar quando aparece alguém que te trata com verdade. Acho que as pessoas perderam o hábito de lidar com a verdade, por isso ela assusta tanto. Não tenha medo de ser feliz. Mais vale um mês de alegria do que um ano inteiro de solidão. Ninguém sabe quanto tempo vai durar. Um casamento, um namoro, um romance, uma amizade, um amor, a vida. Tudo é passageiro e incerto. Mas o medo de acabar não pode nunca te impedir de tentar. É comum ouvir por aí alguém dizer: “Terminei meu namoro de 3 anos. Não deu certo!” Não deu certo? Como não? Em tempos onde casamentos duram meses você me diz que um relacionamento de 3 anos não deu certo? Deu muito certo, caso contrario não teria durado tanto. Foi verdadeiro? Foi intenso? Deixou boas recordações? Então deu certo sim, e valeu a pena. Se houve dor e decepção no caminho, é o preço natural que se paga. Que venham outros amores, outros amigos, outros lugares e outros momentos. Que a dor de um adeus não seja maior que a alegria de um recomeço. Que o medo de errar não seja maior que a vontade de acertar. Porque a vida vai ser sempre essa roda gigante, e se você não aguentar o frio na barriga na hora da descida, não vai sentir o vento no rosto e a sensação única da subida. E vai por mim, a vista lá de cima é incrível. '' 

Fonte: Precisava Escrever

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sexta-feira, setembro 06, 2013


Vou ser breve.

Breve porque quero, breve porque preciso, breve porque não me agüento mais chorando pelos cantos, porque não agüento mais sempre ser apontada como a sofredora, a guerreira, a sobrevivente. Afinal de contas, qual foi a guerra que eu entrei que eu não me lembro? Não me deram uniformes e nem fardas, não me ensinaram a atirar e a me esconder de granadas.

Não quero mais guerra, quero paz.

Quero acordar de manhã, ira pra praia e sentar na areia sem pensar em quem vou encontrar, no que vou dizer, em quem vai ser meu amigo naquele dia. Não quero mais saber de números, de pessoas repetidas, de forçar melhores amizades só pra não me sentir imensuravelmente sozinha. No fundo, afinal, todos somos sozinhos. Ninguém nunca vai me entender por completo porque só quem tem a capacidade de me completar sou eu, não quero mais buscar complemento em nada.

Não quero que minhas palavras sejam mais fortes do que eu, que meus pensamentos me deixem o dia todo presa em um canto da casa só, maquinando na minha cabeça como a minha vida poderia ser boa se eu me deixasse viver. Não quero chegar aos trinta como cheguei aos vinte e cinco, pensando que não alcancei nada do que disse que queria, do que achava que queria, do que me faria ser aquela pessoa que meus pensamentos em círculos sempre me disseram que eu deveria ser pra que eu, finalmente então, pudesse ser livre. E feliz.

Não quero mais usar minha licença poética só pra falar de sentimentos quebrados, minha habilidade de enfileirar as palavras só pra falar do que nem eu mesma agüento mais ouvir porque parece um cd riscado que há quase dez anos toca a mesma música do nascer ao pôr do sol.

Não quero mais que a minha peculiaridade, a minha fragilidade e, principalmente a minha prolixidade me façam ser aquela que todo mundo vêm atrás de respostas mesmo sabendo que, não muito mais fundo do que a superfície, eu não tenho nenhuma. Não quero ser exemplo, não quero ser o que ninguém quer ser, não quero ter obrigação de ser o que eu não sou ou de achar que tenho que ser alguma coisa.

Quero ser nada, pra poder ser tudo o que me der vontade.

Não quero mais trilhas sonoras pré estabelecidas e conversas repetidas. Não quero mais meus moralismos, meus sexismos, minhas confusões de onde é que eu sento, de qual vai ser a minha opinião quando eu a mudo a todo dia. Não quero mais estar na festa e passar a festa toda olhando pros lados, esperando alguém dizer alguma coisa que faça sentido, esperando a felicidade das pessoas deixar de ser forçada e virar verdadeira.

Não quero mais muitas coisas que, na verdade, nunca quis mas sempre vivi porque achava que eu precisava, que eu deveria. Não preciso, não devo, não quero.

Não quero mais magoar quem me ama, a começar por mim mesma, não quero mais impor as minhas vontades quando eu não sei se quero mais tê-las. Não quero saber se vou te amar pra sempre, se vamos andar de mãos dadas quando as nossas estiverem enrugadas, não quero mais pensar na minha vida sem você, não quero mais pensar na minha vida com você, não quero pensar em carreira, em casamento ou em filhos, não quero pensar. Vou ser breve, me dê só um momento pra respirar. Não quero saber de mais nada.

Quero silêncio.
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quinta-feira, setembro 05, 2013


Organizando Ideias

''Só quero sossego. Só preciso me recompor. Recarregar as baterias. Organizar as idéias. Juntar os pedaços dos pensamentos. Sintonizar minhas estações. Me mexer. Assumir, de vez, as rédeas da minha vida. Deixar o medo num lugar distante. E tentar colar as partes do meu coração que estão ali no meio daquela rua, dá pra ver?" 
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segunda-feira, julho 08, 2013


Será que?

"De vez em quando bate aquela melancolia adocicada do "e se". As perguntas sobrevoam minha mente e meu coração e penso e se tivesse sido diferente? E se nossos caminhos realmente se cruzassem? E se os nossos sonhos virassem realidade? E se a vida tivesse preparado outro desfecho para essa história tão bonita? E se tivesse existido mais coragem? E se realmente nossos corações andassem de mãos dadas? O que seria? Como seria? Teríamos sobrevivido? Estaríamos felizes? Como seria nossa rotina? Como nossa vida seria reorganizada? Será que?"
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quarta-feira, maio 22, 2013


Até onde você chega?


“Já tentei me entender, é claro que sim. Mas vivo me surpreendendo (posso?) comigo. Muitas vezes, penso que não vou suportar, e suporto. Em outras situações, penso que vou conseguir, mas minhas pernas falham e caio no chão. Me desafio, diariamente. Até onde você chega? Vamos lá, mostra para mim quem é você, até onde você é capaz de seguir em frente. E me supero, de um jeito ou de outro, na marra e na garra, diariamente.” 

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segunda-feira, janeiro 28, 2013


Autocontrole Idiota

"Porque é mais difícil do que parece, foi na minha infância e é a minha vida inteira. Sou eu cheia de traumas e me descabelando sempre, meio anormal e neurótica... É quando eu me pego sempre no meu autocontrole idiota, são as unhas roídas e eu me escondendo dentro da casca que eu criei de morada. E todos riem e fazem críticas de quanto sou desajeitada pra vida, pro amor, pro sexapio  Sou eu sempre nervosa derrubando a caixinha de fósforos que cai debaixo do fogão e eu ajoelhada catando um por um. Tenho um equilíbrio que não existe e que me faz sempre ser essa menina que nunca cresceu... Porque a vida toda eu criei a minha imagem que no fundo só me enlouqueceu. Minha mente arde e minha dor dói mais do que você vê. Acabei ficando boa nisso tudo de aparências e nada de encantos. Quero me encolher debaixo da minha muralha. Eu e a minha loucura e preocupação que tenho com tudo, da qual não me orgulho.  Eu vou ser daquelas velhas com mil gatos tremendo de medo quando alguém segurar a minha mão pra atravessar a rua. A minha paranoia e a minha infelicidade que se confundem com a minha tristeza e as minhas mil maneiras de querer cuidar de tudo e todos e proteger as crianças e proteger o amor que sinto e me proteger. E o meu medo da vida, de pegar sol, de prender o dedo na porta do carro e de perder a hora. E essa minha tristeza que um dia só quis pegar a sua mão que me fazia feliz por ser leve e me tirar o peso e a responsabilidade de ser eu. Eu séria, eu estática, eu chorona, eu dentro do meu quarto. Eu preciso de muita força e muita psicologia pra me sustentar em cima dos meus sapatos. E os meus olhos assustados e meu medo de estar ali e de sorrir nervosa, perdi a minha sensualidade e perdi as melhores coisas da minha idade. É difícil, mais difícil que parece. É triste ter que beber pra se sentir a vontade e ver o mundo girar de tanta vontade e o estômago embrulhar quando eu lembrar que vai passar. A frieza paranóica e essa minha agonia que poucos atraem me fez distante, desequilibrada e sempre preocupada...desde os palitinhos de fósforos, que se perderam debaixo do fogão, até o amor que eu tive, que nada mais me fazia do que provocar minhas mãos trêmulas, que ou te seguravam ou me mantinham em pé segurando a barra da escada que, se eu soltasse, ia me fazer rolar e vomitar todos os calmantes e esfolar os joelhos e quebrar a coluna... O vento soprando e eu segurando os cabelos loiros e finos que eu não quero que se assanhem. Tudo é problema: chuva, sol, emoções e o prédio que eu criei mofando e balançando, querendo desmoronar. Eu me desfiz dos quadros e das paredes, das cores e das fotos pra não tombar. Olhe pro meu medo e sorria... É fácil me criticar quando se tem a escolher a sobrevivência e você. Você não sabe o que é ter mentido tanto sobre si que acabou virando mentira. Você não sabe que a única coisa que flui naturalmente em mim são as lágrimas que saem costumeiramente e diariamente dos meus olhos e nem sabe o que é se segurar pra o buraco negro te sugar. Você não imagina o que é pular de um lado pro outro pra não cair dentro de algo chamado depressão. Parece tão fácil não é? Acredite, arder em febre e não sentir calafrios é como eu me sinto. É culpa por tudo, é desculpa por tudo, é nunca ter tudo. Eu me escondi e acredite: eu me esqueci e não sei mais onde me achar. São os meus mil cremes anti-rugas aos "22" anos e a minha nóia com o amanhã, que não me faz mover nem os dedos dos pés. Eu não quero ser sarada e nem loira demais e nem parecer bonita e nem parecer feia. Eu tenho medo de decepcionar todos e sempre acho que vou levar uma bronca, uma surra, uma tapa, um chute de alguém. Eu vivo com medo de ser espancada por besteiras e pela vida, nunca tomo nada demais e nem nada de menos pra não parecer, aparecer, perecer. Me mantenho numa frequência contínua e sem emoção que me faz ter vontade de me jogar no chão e quebrar todas as vidraças e quem sabe me cortar e quem sabe sangrar, mas isso ia causar dor a quem me arrodeia e eu nunca faria isso. Em que parte o meu amor ficou, ficou na parte do medo e do meu suor e de eu não querendo me entregar pra parecer sã, boa, santa, correta. Quando a gente usa corretivo demais a gente esquece onde ficou a caneta e não consegue mais escrever sequer um ditado de vogais pra nossa vida.  "
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domingo, janeiro 27, 2013


Cuida de mim enquanto fujo...

Pra falar verdade, às vezes minto tentando ser metade do inteiro que eu sinto. Pra dizer as vezes que às vezes não digo. Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo. Tanto faz não satisfaz o que preciso além do mais, quem busca nunca é indeciso. Eu busquei quem sou; você, pra mim, mostrou que eu não sou sozinho nesse mundo (...) Basta as penas que eu mesmo sinto de mim. Junto todas, crio asas, viro querubim. Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir. Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir. Quero mais, quero a paz que me prometeu. Volto atrás, se voltar atrás assim como eu. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você. Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser. Cuida de mim enquanto não me esqueço de você. Cuida de mim enquanto fujo... 
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sexta-feira, janeiro 25, 2013


A gente vive buscando garantias...

Queremos que dê certo, queremos fazer dar certo, lutamos para colocar tudo nos trilhos, nos eixos. Mas a vida segue seu ritmo. Os sentimentos têm seus próprios passos de dança. E de vez em quando somos obrigadas a ensaiar um novo passo. Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. Nem sempre é como um sonho bom. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando forçar um ou outro sorriso.  

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domingo, novembro 25, 2012


Eu, você e reticências.

"Tanto tempo do seu lado, que eu não sei mais ir embora. E não quero. Sempre que eu termino um novo amor, é você que me consola. Toda vez que eu preciso de um colo, por qualquer motivo, é pro seu que eu corro. Você recarrega minhas forças, meu amor, minhas esperanças... tudo acaba sempre igual: eu, você e reticências. Não importa quantas vírgulas a gente ponha, imponha, o fim é sempre nós em continuidade. Suas aventuras, as minhas, nada dá certo, mas a gente nunca dá errado. Você sabe o que fazer, como fazer, quando. Você sabe do que eu preciso, melhor que eu mesma. E é por isso que eu me sinto segura. Encosto em você e desabo, porque eu tenho certeza que você sabe como segurar. E sabe mesmo, sabe bem. A gente tem alguma coisa linda, que mesmo sem um nome ou rótulo, me faz um bem sem tamanho. A gente é alguma coisa que nunca foi conversada ou decretada por nós, mas é bem mais que amizade e no fundo você sabe, eu sei. Nossa magia não é segredo. A gente recebe votos de felicidade, o destino conspira a nosso favor e você me irrita só pra me ver brava. O amor grita e a gente finge que não escuta. Eu, por medo de perder a melhor coisa que eu tenho nessa vida. Você, quem sabe? Só sei que você tá certo, sou louca e estranha. Apaixonada e tua."
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quarta-feira, novembro 21, 2012


Eu acho Isso...

"Dar um passo para trás, uma recuada estratégica, não é assim que diriam num campo de guerra? Bom, a vida tem lá os seus momentos de guerras… Momentos de uma Recuada Estratégica."
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segunda-feira, novembro 19, 2012


É, eu preciso.

"Há um mundo dentro e fora de mim que eu preciso simplesmente desvendar, que eu não me conformo em olhar e aceitar. É, eu preciso. Preciso de amigos ao meu lado o tempo todo, mas às vezes preciso de solidão. Preciso do choro e do riso. Da faca e da rosa. Do amor, do perdão, da simplicidade. Hoje, estou meio Jaya: "Preciso de alguém que me segure com a boca." Meio Chico: "Eu preciso de alguém para refletir comigo se estou caduco, louco, ou se o mundo está ficando esquisito." e meio Caio: "Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo." Eu simplesmente sou e preciso (e por hoje, isso me traduz!)"
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quarta-feira, novembro 14, 2012


Só acho...

“O relógio devia me dar um tempo ou parar até eu me resolver.”

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terça-feira, novembro 13, 2012


Eu vivo errando...


"Só que muitas vezes eu preciso de cuidado e atenção e não sei pedir. Sei lá, acho que a pessoa tem que se dar conta. Não dá pra querer que o outro perceba o que você quer ou precisa, sei disso. Mas prefiro não falar nem pedir, por isso simplesmente deixo. Então, vejo que a pessoa não se deu conta e isso me emputece. Errado? Sim. Mas não acerto sempre, nem quase sempre, nem nunca. Eu vivo errando, afinal, a gente tá aqui pra isso, não é? Para errar, fazer certo, buscar o que nem sabemos direito." 
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segunda-feira, novembro 12, 2012


Acostuma-se…

É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.
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sexta-feira, novembro 09, 2012


Um pouco insignificante...

" (...)Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor.

Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo.

Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.

O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores.

E também quero mais tempo livre ... e mais abraços."
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quinta-feira, novembro 08, 2012


Pensamentos são Armadilhas...


"Eu estava triste, o coração apertadinho, o tempo chuvoso no rosto. O pensamento andando em círculos em torno de um único ponto. Na berlinda, um daqueles problemas que a gente precisa resolver, mas não tem a mínima ideia de como. Daquele tipo espaçoso, metido à besta, que diz ser maior do que nós e a gente quase acredita. Todo mundo se depara com um mentiroso desses, de vez em quando. Eles não são seletivos, batem em tudo o que é porta. Astutos, encontram um jeito para entrar mesmo quando tentamos impedir. Alguns nem são novos como o impacto do desconforto faz parecer. Reaparecem, de tempos em tempos, com novidades da versão atualizada do seu programa. Novidades que, às vezes, tornam um pouco mais complicado o que já era difícil.


Eu estava lá há um tempão, olhando para o dito cujo, assustada como um passarinho que se flagra num alçapão. Não conseguia ver um fiapo que fosse de outra coisa qualquer além dele. Problema espaçoso, metido à besta, é assim: se a gente lhe der muita confiança, ele monopoliza o tempo do nosso olhar sem nenhum constrangimento. Mas, de repente, eu cansei do cativeiro. Da tristeza. Do aperto. Da chuva no rosto. Por algum lampejo de lucidez, percebi que nada daquilo me ajudaria a solucioná-lo naquele momento, embora fosse o que eu mais quisesse. Só se o gênio da lâmpada aparecesse ali e me concedesse um pedido, mas como a lâmpada mais próxima ficava no lustre, desconfiei não poder contar com aquela alternativa. Foi aí que peguei meu violão.

Comecei a tocar meio desanimada, cantarolando uma música aqui, outra ali, a voz ainda atrapalhada pelos respingos da tristeza, mas sem me importar com o detalhe de não saber tocar nem cantar de verdade. Depois de alguns minutos, envolvida com a brincadeira, eu já não sentia tão intensamente o peso do tal problema, aquele que eu não poderia resolver de uma hora pra outra. Não demorou para que o meu coração ficasse mais solto e o tempo chuvoso me desse uma trégua. Não foi mágica, apenas uma mudança consciente de foco. Troquei de canal para levar minha vida pra passear um pouco. Para soprar algumas nuvens. Para respirar melhor. Ao permitir que o pensamento se dissipasse, abri espaço para mudar meu sentimento. O problema continuava no mesmo lugar; eu, não. Nós nos encontraríamos outras tantas vezes até que eu pudesse solucioná-lo, mas eu não precisava ficar morando com ele enquanto isso.

Os pensamentos preparam armadilhas pra gente. Ao cairmos nelas, nos enredamos de tal maneira que esquecemos ser capazes de sair de lá. A vastidão da nossa alma fica reduzida a um cubículo, como se não tivesse espaço suficiente para abrigar uma variedade de sentimentos. Passamos a nos comportar como se tivéssemos apenas um lápis de cor e não a caixa inteira. Nós nos apegamos a alguns pensamentos e lhes conferimos exclusividade. Nós lhes damos o cetro e a coroa e afirmamos o seu poder sobre as nossas emoções. Ficamos presos neles, feito passarinho quando cai no alçapão. A diferença é que, por mais que tente, ele não pode sair de lá sozinho, ao contrário de nós. Passarinho tem asas do lado de fora. A gente, do lado de dentro."
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quarta-feira, novembro 07, 2012


Sonho...

"E o outro era diferente!
Gostava dela, muito...
Mais do que ele mesmo dizia,
mais do que ele mesmo sabia,
da maneira de que a gente deve gostar.
E tinha uma força grande,
e uma paciência quente,
cantada,
para chamar pelo seu nome...
Bom...Como um sonho...
Como um sono...
Dormiu."


("A hora e a vez de Augusto Matraga", Guimarães Rosa)
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terça-feira, novembro 06, 2012


Ausência...

"No entanto a tua presença é qualquer coisa, como a luz e a vida...
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto...
E em minha voz, a tua voz...
Não te quero ter, pois em meu ser tudo estaria terminado...
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados..."

Ausência (Vinícius de Morais)
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Sede de Infinito... Saudades...Sei lá...!

"O meu mundo não é como o dos outros: quero mais: exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante, que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista. Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não sossega onde está, que tem saudades sei lá de quê!" 
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terça-feira, agosto 28, 2012


A gente tem que se escolher...

''Meu sorriso amarelo agora só representa as ironias que faço de minha pessoa. Não sei bem ao certo em que momento deixei de ser feliz, me esvai dos bons sentimentos e não virei má nem nada, mas sempre cética. Eu dei adeus a uma velha pessoa que era confortavelmente mais satisfeita. Satisfeita com o mundo, com os abraços e com as migalhas que me bastavam. Era tudo tão pouquinho, tão de leve e eu fui emagrecendo o coração com essa suposta dieta de tudo. Me sentia cheia com os pouquinhos que recebia e ainda ficava orgulhosa pensando que haviam pessoas que não recebiam nada e assim eram tristes, engano meu. As pessoas preferiam passar fome ao invés de ficar com o mofo e as sobras, as pessoas queriam um banquete... E eu sempre nos meios termos, meias emoções, meias ajudas que eu recebia. Eu mendigava na rua do amor, colocava meus olhos pra brilharem e me fazia de esfarrapada só pra receber sequer um trocado ou uma amostra de comida. E vivia assim, nem lá nem cá, nem faminta nem desejosa. E pra mim não era vergonha estar ali com meu cachorro magro, sentada esperando perto de algum bar. Com medo das maldades e com medo do frio. Meu banco de praça era seu ombro, nunca chegastes a ser o meu conforto e o lugar mais generoso, mas estavas ali quando eu precisava de um tempo...aliás, eu estava pronta prestes a chegar quando você precisasse. Não sei se pode chamar isso de carência ou de falta de amor próprio.

Minha dignidade ia de água a baixo quando eu te cedia alguns beijos, beijos vindos de uma boca mal alimentada e sedenta. Era vergonhoso pedir, era humilhante ficar, era triste chorar as noites que choviam e lavavam os meus olhos vermelhos. Dolorido era o peito que sempre estava a procura do que nem conhecia e não saberia reconhecer se encontrasse. Eu não sabia dizer quanto tempo eu vagava pelas ruas lendo as estrelas e olhando a lua, era eu e eu. Sempre eu. E com o tempo eu olhava para as unhas sujas de desamor, que cavaram tanto tempo um certo tipo de lama e uma sujeira absurda de alguém que tinha me retirado da minha casa e me colocado num terreno baldio. Eu estava perplexa com a maldade, com os maus, com toda a sensação que eu tinha, que me assustava mais do que as pessoas fumando e jogando as pontas de cigarro em cima de mim. Eu fazia de tudo para sair dali e só consegui quando me vi no espelho, era uma vitrine que eu passava todos os dias em frente e nunca notava. Foi quando eu levantei o rosto para ver toda a minha face suja e pela primeira vez tive vontade de limpá-la. A gente só se livra do que quer e para uma pessoa que vivia na mediocridade eu digo, se a gente não é escolhido ao menos a gente se escolhe, a gente tem que se escolher e querer se erguer.''

Esse texto é da (Thaís Oliveira - http://www.fotolog.com.br/t_oliveira)
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quarta-feira, junho 20, 2012


Mudanças.

''Sabemos que aquilo que vive tem seu tempo e, quer queira, quer não, é ininterruptamente tocado pela mudança. Sabemos que ela, essa criativa e imprevisível desenhista, modifica as feições de tudo a cada segundo com mãos hábeis e movimentos muitas vezes imperceptíveis. Sabemos, mas costumamos agir como se ignorássemos, talvez no afã de ignorarmos que também a nossa vida dança de acordo com a música da irrevogável lei da impermanência. Por mais que possa ser difícil admitir, não temos o mínimo controle com relação ao tempo de nada, inclusive do nosso. Saber disso pode ser apenas assustador. Saber disso pode, de variados jeitos, nos fazer sofrer e amarrar os nossos passos. Mas a clara consciência disso também pode abrir nossos caminhos. Também pode fazer uma diferença incrível. Também pode ser uma perspectiva que nos motive a viver a oportunidade de cada instante com mais atenção, responsabilidade, afeto, presença, liberdade.''

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sábado, junho 02, 2012


Eu só sinto saudade.

"E me dói crescer dessa forma. Me dói ver que eu venho entregando os pontos, entrando no jogo desse jeito. Me dá repulsa esse pacto silenciado, esse meu corpo dentro do sistema, essa minha inércia de tanto-faz-mon-amour. Não quero mais saber, me deixa fora disso, por favor. Dói perder assim, entender tudo de boca fechada, aceitar e aceitar e aceitar. Ver que a gente vai ficando manual, vai virando máquina e vai se perdendo por esquinas. Escrevendo por conveniência, sentindo por necessidade, se humilhando por falta de opção. O que o tempo fez comigo, mon amour? Como é que a gente se perde tão fácil e tão levianamente assim? E como a gente descansa, vai pra cama e consegue dormir? Como a gente acorda, vence outro dia, finge que não sente e sente. Como a gente come e engole tanta mentira, tanta tristeza, tanta mágoa. 

Tanta saudade.

Eu só sinto saudade."


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sexta-feira, junho 01, 2012


#3anos, 11Meses!



‎" ... Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou.
É começar a cuidar justamente porque não funcionou... " #3anos, 11Meses! )
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quinta-feira, maio 31, 2012


Ser Novo...

"...Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina.

Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo..."


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terça-feira, maio 29, 2012


Esse meio todo!

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa. No meio, a gente descobre que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo. A gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam - o difícil é saber previamente quais. Descobre que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte. Descobre também que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que é mais produtivo agir do que reagir. E descobre que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda; esse meio todo.

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terça-feira, maio 01, 2012


#3anos, 10Meses!

‎"Me prove que você é diferente. Me mostre que por você vale a pena lutar."
 #3anos, 10Meses!)

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sábado, abril 21, 2012


O amor é poá.


"O amor é poá. Cada bolinha é uma palavra: convivência, companheirismo, afeto, delicadeza, respeito, paciência, admiração, carinho, tesão, intimidade, amizade, lealdade, sinceridade, fidelidade, e por aí vai. O amor é uma eterna tentativa. É a busca por mais uma bolinha. É querer preencher os espaços, o vazio, o fundo de uma só cor. O amor é poá. E a gente completa ele do jeito que quiser. Lá na frente o destino aparece e nos explica tudo. Sigo com meu coração entre os dedos e alguma solidão embaixo do braço. A saudade é bonita só na poesia. Na vida real ela anda. Depois de tanto amanhecer na sarjeta, finalmente entendi: meu coração é vagabundo. Não sei me dar pela metade ou por partes: eu transbordo. Eu gosto de palavras claras e sentimentos puros. No fim, é aquela velha história: é você e seu coração."

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quarta-feira, abril 04, 2012


Eu sempre sei.

A gente nunca foi de falar sobre sentimentos. Não sei se aprendi a ser discreta ou se a sua frieza me contagia. Só que eu sinto mil coisas ao mesmo tempo, coisas que eu nem sei traduzir em palavras. E sei que você sente também. Só não sei o que, nem o quanto... Sei que mesmo a gente não tendo um compromisso oficializado a gente tem sim um compromisso. A gente se respeita, se considera, a gente é sim um casal. Um casal lindo. Quando eu to contigo eu sou tão sua e te sinto tão meu. Não que eu também não seja sua quando eu to sozinha ou com outros... Até hoje eu não sei se o nosso grande problema é o seu apego idiota a sua liberdade, ou a minha bipolaridade maldita, que na nossa história, de alguma forma é abafada por essa sua escolha de ter a mim e o mundo, sem abrir mão de nenhum dos dois. Também não sei se o que me prende tanto a você é justamente essa impossibilidade de sermos, finalmente, nós. Mas alguma coisa me prende, e me prende demais. Você é assim, frio, desapegado, mulherengo; eu diria que você é um típico homem, por isso não te culpo. Afinal, também sou uma típica mulher, tão complicada e intensa e bipolar e mil coisas em uma só.E ninguém entende a minha persistência na nossa história. Minhas amigas quase me matam todas as vezes que eu quase termino contigo e desisto, porque eu sem você também sou quase. Quase completa, quase feliz, quase mulher. Mas ninguém enxerga o brilho nos seus olhos quando a gente tá a sós e se curtindo, ninguém sente seu coração pulsando quando a gente se abraça forte, nem sente como somos quase um só quando a gente se beija e se ama, como o seu corpo transmite um calor que meu corpo nunca havia conhecido e como o meu reage a tudo isso. NINGUÉM conhece a nossa magia, a pureza do nosso amor... eu e você somos os únicos que podemos nos julgar ou saber o que é melhor pra gente. Eu continuo nessa bola de neve porque ninguém faz eu me sentir como eu me sinto nos nossos momentos. Se a gente não se tem sempre ou pra sempre, o importante é que a gente se tem. Nunca iria me perdoar desperdiçando tudo que a gente construiu mesmo querendo sempre não construir nada, não se envolver. A gente virou a gente sem querer, remando sempre contra a maré, e isso é tão bonito. Eu te amar por destino só completa a nossa magia. Eu já disse que te amo, algumas poucas vezes que meu orgulho permitiu, e repito sempre com a mesma intensidade pra mim mesma, quando penso em desistir. Mas quer saber ? A gente nunca precisou de palavras pra se entender, se sentir. E eu sei que você me ama também, sei além do que você diz. Eu sempre sei.

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domingo, abril 01, 2012


#3anos, 9Meses!(♥)

''O amor mais contundente é o que não precisa ser visto para existir. E continuará sendo feito apesar de não ser reparado.

O amor real é secreto. É conservar um pouco de amor platônico dentro do amor correspondido. É reservar as gavetas do armário mais acessíveis para as roupas dela, é deixar que sua mulher tome a última fatia da pizza que você mais gosta, é separar as roupas de noite para não acordá-la de manhã. E nunca falar que isso aconteceu. E não jogar na cara qualquer ação. E não se vangloriar das próprias delicadezas.

Buscá-la no trabalho é o equivalente a oferecer um par de brilhantes. Esperá-la com comida pronta é o equivalente a acolhê-la com um buquê de rosas vermelhas.

São demonstrações sutis, que não dá para contar para os outros, mas que contam muito na hora de acordar para enfrentar a vida.''  #3anos, 9Meses!()
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quinta-feira, março 01, 2012


#3anos, 8Meses!(♥)

Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo. Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes. Amar decidido, obcecado, como quem troca de identidade e parte a um longo exílio. Amar como quem volta de um longo exílio. (…) Amar com coragem, só isso. #3anos,8Meses!(♥)

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quinta-feira, fevereiro 23, 2012


Blogger Mode Slow

Oi gente ando ausente, acho super chato, ficar longe do blogger, mas tempos difíceis, correria, sem tempo... Postarei sempre que der! Com menos frequência, mas sempre aqui!

Beijos a todos e Obrigada pelo carinho e compreensão! ;)

Observação: As postagens publicadas no site são, em sua maioria, escritas por outras pessoas. Caso tenha publicado algum texto que tenha sido escrito e ainda não esteja o nome do verdadeiro autor, me escreva avisando que colocarei o devido crédito. Assim como as imagens são copiadas de páginas públicas na internet e serão feitas as devidas considerações se informadas por e-mail ou comentário.

Grata,

Danielle Oliveira
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segunda-feira, fevereiro 13, 2012


A vida é Soma.

"Para mim, a vida é soma: a gente junta uma coisa com a outra, vai enchendo o coração, preenchendo nossos espaços. É bem verdade que muitas vezes precisamos mandar tudo embora para recomeçar novamente. Mas o que importa é que a gente nunca deixe de se enxergar no espelho e se ver no fundo."

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quarta-feira, fevereiro 08, 2012


Bom Dia! =D

"Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse... Eu até desculpo o que você falou. Eu quero ver meu coração no seu sorriso."

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terça-feira, fevereiro 07, 2012


O Que eu Quero Mesmo?

“Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida.

Explicação mesmo, eu sei: não há. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase:

-O que eu quero mesmo?”

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domingo, fevereiro 05, 2012


Entende?

“… Por que eu costumo descontar nas pessoas. Por dias eu fico insuportável, não consigo nem falar com ninguém. E isso me perturba… Eu quero estar sozinho, mas eu quero que as pessoas me notem - ao mesmo tempo.”

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quarta-feira, fevereiro 01, 2012


#3anos,7Meses!(♥)

#3anos,7Meses!()


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terça-feira, janeiro 24, 2012


...e como sou!

‎‎
“Passo metade do dia odiando minha vida e querendo ser sugada pela minha própria insignificância. A outra metade passo rindo do quanto sou dramática e exagerada.” 


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segunda-feira, janeiro 23, 2012


Já era, Zé.

''Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!''

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sexta-feira, janeiro 20, 2012


Realmente Tento...

“Eu só queria dizer que eu tento. Realmente tento. Tento ser feliz, acreditar no amanhã, no amor, e, sobretudo, nas pessoas. Mas sabe, tem uma hora que cansa, que não dá pra engolir. É seco, é áspero, é rude. ‘Na boa’, tem coisas que podem ser evitadas. Tem dores de coração que não precisam ser sentidas. Não sei se sou sempre egoísta e me vejo como vítima, talvez seja drama, mas, reciprocidade é animal em extinção. A gente sempre quer ser ouvido, mas ouvir é cansativo demais. Esperar? É de comer ou de vestir? É seleção natural, lei do uso e desuso. Me serve, vem. Não serve mais, vai. Começo a duvidar até das sombras. Vai que o errado sou eu, por sentir de mais.”

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quinta-feira, janeiro 19, 2012


Meu Ataque é Defesa!

"Quando minha auto-estima está em suas piores fases, é aí que a coisa pega: fico com mania de perseguição, acho que tá todo mundo querendo foder comigo, que existe um complô universal contra a minha frágil pessoa. Meu ataque nada mais é do que a defesa amedrontada de uma menina boba."

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quarta-feira, janeiro 18, 2012


Tí-mi-da!

‎"Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas."

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terça-feira, janeiro 17, 2012


É difícil ser legal o tempo inteiro...

''Todo mundo quer ser legal, e todo mundo se ferra na empreitada. É difícil ser legal o tempo inteiro. A gente consegue ser legal a maior parte do tempo, mas aí faz uma besteira e pronto: tudo o que você fez de bom é imediatamente esquecido e você se torna apenas aquele que fez a grande besteira. Aí você precisa de mais uns dois meses sendo exclusivamente legal para todo mundo esquecer da besteira. E quando eles esquecem, você faz outra, claro.''

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segunda-feira, janeiro 16, 2012


... Chamam de Afinidade!

“Não sou da espécie robótica, embora tenha sensores de reconhecimento facial e mecanismos que reconhecem vozes. Sou daquele tipo sensível demais, que gosta de olhar nos olhos. Sou dessas que não se contentam com o sentimento automático, ou com a frieza da modernidade. Gosto de me encaixar na anatomia de abraços sinceros, daqueles que posso medir a temperatura dos corações com esse tal termômetro que as pessoas chamam de afinidade.” 

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domingo, janeiro 15, 2012


Que Todos Amem... MAIS!

"Espero que as pessoas sejam mais tolerantes... que cuidem mais dos seus sonhos ao invés de tentar estragar a vida do outro com fofoca e sentimento barango. Espero que todo mundo ame mais. Que se abram para o amor.”


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quinta-feira, janeiro 05, 2012


Abstinência de amor?

Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem falar no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom – apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estado seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter aquela coisa mais uma vez que fosse. Enquanto isso, o objeto de sua adoração agora sente repulsa de você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia amou com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo.

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